sexta-feira, 4 de julho de 2008

Saber A Bolacha

Pelos vistos os olhares comem-se com colheres
É um facto
Os desígnios do mundo são criados com fado e criancice

Mnhan!

Ora bem, totems de galinhas
Ganzas voadoras
Penicos faladores
Mentes salpicadas de tudo e mais alguma coisa
Cogumelos na sopa, cozido no prato, gelatina para mais logo
Loucura temporal aqui e ali
Parmessão com Chateau Briant

Mel-ão

É verdade mas eles não acreditam
Nunca provei melão
Nunca o tive dentro
Há vários tipos, dizem
Desde o que tem pele de rã
Ao fabuloso com pedaços de tigre listrado agarrado
É melão, sem dúvida
E ainda quero o sumo que vai, desce e fica
Verde
Nessa cor

Pardais

Pardais pelo campo
Disinibidos saltam
Pelos campos
Como castanholas vivas, os pardais
Pelos campos
Os filhos do ar, os pardais
Bate-bate, os pardais
Agora, onde estão as minhas chaves de casa
Pés de pardais, chaves de casa
Porra!

Clarificação Súbita

Raios, meu... lembras-te quando te emprestei uma faca?
Pois, agora preciso dela
E não para descascar cebolas
Não sei se estás a perceber
Mas preciso de algo afiado
Mais largo que um jardim
E tão estreito como um bouquet
A tua missão é seres uma missa
E eu o teu agente secreto

Opa!

Opa
Opa lá
Dá-me
Dá-me cá
Força nisso
Força nisso, puta
Esta noite fazemos ovos batidos à moda da California

Atravessar a Rua de Olhos Fechados

Bife de trás para a frente
Com uma salada boa
Talvez arroz
Sim

Um ovo cozido também é bom
Mas com muita maionese
Suprema maionese

Quero ketchup em cima de ti