domingo, 20 de julho de 2008

Nhanha Celeste

Nhanha celeste em lençois carmesim
Pêgas menores em festas de fondue com sushi
Cães alegóricos observam
Os gatos ausentam-se
Tem coisas melhores para fazer

sábado, 5 de julho de 2008

Monitor

Monitor lambuzado
Dedinhos gordurosos
Marcas marquinhas
padrões estereofónicos
Luvas reutilizáveis
Davam jeito
Entusiasmei-me

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Clarividência Gato

Um sem-abrigo aos vento chora
As suas melodias tristes e suadas
Seus prantos são como selvas sem água
Ou tanques sem espessura

Água falta-lhe hoje
O sem-abrigo
Jovem ou velho
Talvez um pouco preso
Na mocidade que nunca teve

Deseja sobrevoar no destino secreto
De uma fonte
Uma guerra santa com salgalhada incluída
Crucifixos e juramentos

Somos todos incríveis
Limpos por água benta
Sacrificados pelas ruas que nos viram nascer
E morrer sem casaco
Sem cobertor
Sem abrigo

Lascada Simpatia

O candelabro aparece sujo aos teus pés fracos
Mexe bolor contaminado com extrema pontaria
Realeza esquecida, forja jogos de candelabros com supremacia
Mataram camponeses na esperança de algo melhor
Na esperança de algo melhor

Volleyball canibal

Volleyball
Canibal
Um arsenal de pencas em desafio
Volleyball
Canibal
Pedaços de corpo em exibição
Volleyball
Canibal
Jogatana divertida, algo contida

Nomear Um Poema

Imundo poster de cinzas
Agarras-te a culpa com receio de não te magoar
Mas oh infame!
Os armários têm rodas pequenas
São fofas, rapaz
Têm anjos quebrados a segurar tochas
E a queimar os dedos em vidros virtuais

Saber A Bolacha

Pelos vistos os olhares comem-se com colheres
É um facto
Os desígnios do mundo são criados com fado e criancice

Mnhan!

Ora bem, totems de galinhas
Ganzas voadoras
Penicos faladores
Mentes salpicadas de tudo e mais alguma coisa
Cogumelos na sopa, cozido no prato, gelatina para mais logo
Loucura temporal aqui e ali
Parmessão com Chateau Briant

Mel-ão

É verdade mas eles não acreditam
Nunca provei melão
Nunca o tive dentro
Há vários tipos, dizem
Desde o que tem pele de rã
Ao fabuloso com pedaços de tigre listrado agarrado
É melão, sem dúvida
E ainda quero o sumo que vai, desce e fica
Verde
Nessa cor

Pardais

Pardais pelo campo
Disinibidos saltam
Pelos campos
Como castanholas vivas, os pardais
Pelos campos
Os filhos do ar, os pardais
Bate-bate, os pardais
Agora, onde estão as minhas chaves de casa
Pés de pardais, chaves de casa
Porra!

Clarificação Súbita

Raios, meu... lembras-te quando te emprestei uma faca?
Pois, agora preciso dela
E não para descascar cebolas
Não sei se estás a perceber
Mas preciso de algo afiado
Mais largo que um jardim
E tão estreito como um bouquet
A tua missão é seres uma missa
E eu o teu agente secreto

Opa!

Opa
Opa lá
Dá-me
Dá-me cá
Força nisso
Força nisso, puta
Esta noite fazemos ovos batidos à moda da California

Atravessar a Rua de Olhos Fechados

Bife de trás para a frente
Com uma salada boa
Talvez arroz
Sim

Um ovo cozido também é bom
Mas com muita maionese
Suprema maionese

Quero ketchup em cima de ti